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A alegre e pitoresca história das cervejarias de Blumenau

A alegre e pitoresca história das cervejarias de Blumenau

CARLOS TONET

 

 

Já que estamos vivenciando o Festival Brasileiro de Cervejas, que inicia hoje, resolvi publicar substanciosas informações sobre a produção cervejística blumenauense.

Encontrei-as vasculhando o Arquivo Histórico da prefeitura.

Confira:

 

Em 1860, quando Blumenau tinha apenas 950 moradores, o irriquieto imigrante alemão Heinrich Hosang deu um jeito de fundar a primeira cervejaria da cidade.

A empresa funcionou até 1923.

Uma de suas marcas mais famosas era a Cerveja Victória, ainda fechada com rolha de cortiça.

Em seu livro contábil, Hosang anotava detalhes sobre seus clientes, revelando indiscrições como o consumo diário de três garrafas por parte do médico da colônia, o Dr. Valotton, conhecido por não ser exatamente um profissional sóbrio. Vitorino de Paula Ramos, chefe do Comissariado de Terras, contentava-se com uma garrafa por dia.

A própria família do Dr. Blumenau, fundador da cidade, consumiu 126 garrafas em seis meses, uma média mensal de 21 garrafas.

A partir de 1862, outros fabricantes se estabeleceram em Blumenau.

Até o final do século 19, outras dez pequenas cervejarias surgiram na cidade.

Entre elas estava a Cerveja Rischbieter Brauerei, fundada por Carlos Rischbieter, cuja vida foi marcada por um dado curioso: tendo enviuvado, casou-se posteriormente com a irmã do pai da esposa falecida.

Com isso, tornou-se cunhado do sogro e da própria irmã que, por sua vez, ficou sogra e cunhada do irmão.

Bavária e Favorita foram algumas das marcas produzidas pela empresa, que funcionou até 1914.

A Cervejaria Jennrich colocou no mercado as marcas Estrela, Polar e Kulmbach. Seu fundador, Otto Jennrich, era conhecido pelas esquisitices.

Otto andava de tamancos e não raro embebedava-se com os consumidores de suas cervejas. Fumante de cachimbos, inventou uma máquina de picar fumo com a qual conseguiu decepar um dedo.

Levando a sério uma pilhéria do médico que o informou sobre a impossibilidade de recolocar o dedo no lugar, deixou-o secar e passou a usá-lo como limpador de cachimbos.

 

 

RELATO HISTÓRICO

As informações levatadas por mim estão condensadas no artigo “Cervejarias de Blumenau“, publicado na revista Blumenau em Cadernos em setembro de 1960 pelo jornalista e historiador José Ferreira da Silva.

Confira a íntegra do artigo AQUI.

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