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Cirurgia inédita e gratuita será feita no HSC nesta segunda-feira

Cirurgia inédita e gratuita será feita no HSC nesta segunda-feira

Na próxima segunda-feira, dia 16, será realizada uma cirurgia inédita em Santa Catarina, no Hospital Santa Catarina (HSC), em Blumenau.

A cirurgia é uma correção intrauterina de mielomeningocele e custa aproximadamente R$ 80 mil.

Como o SUS não realiza o procedimento e os convênios médicos pagam as cirurgias apenas com pedido judicial, a Associação de Amigos, Pais e Portadores de Mielomeningocele (AAPPM) em conjunto com o obstetra Daniel Bruns e o médico Charles Kondageski está oferecendo a cirurgia gratuita para Luciane da Silva.

Já o HSC, que é parceiro do projeto, oferecerá um desconto no valor do procedimento.

A vice-presidente da AAPPM, Edina Esmeraldino, explica que a associação tem por objetivo auxiliar e por isso estará bancando as despesas com o hospital:

“Nossa intenção é de conseguir, futuramente, uma parceria com o hospital para que não envolvam custos. Vamos utilizar nossos recursos para pagar essa primeira cirurgia porque a mãe não pode mais esperar”.

 

 

Sobre a Mielomeningocele:

A mielomeningocele é uma má formação da coluna.

Ela ocorre já nos primeiros meses de gestação e atinge 3,4 a cada 10.000 nascidos vivos. 

Normalmente, assim que o bebê nasce é realizado o fechamento cirúrgico da lesão.

Já a cirurgia intrauterina é realizada para fechar a coluna antes de o bebê nascer.

Com isso, cai de 82% para 40% a necessidade da criança precisar colocar uma válvula no cérebro para tratar a hidrocefalia, que está associada à mielomeningocele.

O obstetra Daniel Bruns explica que a colocação da válvula, mesmo sendo necessária, pode atrapalhar o desenvolvimento cognitivo da criança:

“Por isso, é uma vitória não precisar desse procedimento após o nascimento”.

As pessoas que nascem com essa malformação podem apresentar diversas disfunções associadas:

  1. Hidrocefalia.

  2. Incontinência urinária e fecal.

  3. Distúrbios sensitivos (falta de sensibilidade e de movimentos) e ortopédicos (má formações ósseas), geralmente nos membros inferiores; pés com deformidades.

A doença também apresenta sequelas.

A mais comum é a paraplegia dos membros inferiores que exige acompanhamento médico vitalício.

 

 

Sobre a cirurgia intrauterina:

No Brasil, essa cirurgia é realizada desde 2012.

A cirurgia deve ser realizada até a 26ª semana de gravidez e a mãe não pode ter doenças infecciosas.

O pré-natal deve ser feito corretamente para que a doença seja descoberta em tempo hábil, pois depois da 26ª semana de gravidez não é possível mais realizar a cirurgia.

Bruns explica que a cirurgia é importante e impede alguns problemas depois que a criança nasce, porém, não serve para curar:

“É importante salientar que a mielomeningocele não tem cura. Mas podemos, com essa cirurgia, oferecer mais qualidade de vida para a criança”.

Além disso, a cirurgia envolve riscos.

Segundo Bruns, pode haver descolamento de placenta que geralmente leva o bebê a óbito.

Para a mãe pode ter complicações relacionadas à cirurgia, como edema de pulmão e trombose por se tratar de um procedimento muito delicado e longo.

Bruns também conta que crianças que passam pela cirurgia intrauterina acabam nascendo antes dos  nove meses de gestação:

“Mas, ainda assim, é uma esperança para quem está grávida de uma criança portadora de mielomeningocele”.

 

 

Sobre a AAPPM

A associação é uma Organização Sem Fins Lucrativos (OSC) e atende pessoas com mielomeningocele.

A entidade promove ações de prevenção, proteção, orientação e amparo às pessoas com deficiência física em decorrência da mielomeningocele e consequências, com a finalidade de garantir a defesa e efetivação dos direitos socioassistenciais.

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