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Um caminhão que tombou na curva da história

Presidente da Acib prestando total atenção nas coisas importantes e extremamente sábias que o Carlos Tonet falou

Um caminhão que tombou na curva da história

CARLOS TONET

 

 

Estive na Acib detalhando detidamente a proposta das 32 entidades para reduzir os custos da Câmara.

A Constituição determina que cidades como Blumenau possam destinar no máximo 5% da receita tributária e transferências para as Câmaras.

Isso significa que poderia ser menos.

Mas Blumenau repassa exatamente 5% para a Câmara, o que dá algo em torno de 32 milhões.

Como a Câmara não gasta tudo, todo ano sobra. Em 2017 sobrou 6 milhões.

Significa que a Câmara gastou 26 milhões.

A proposta da rapaziada da Acib e demais entidades é baixar para no máximo 3%.

Isso daria 19 milhões.

A Câmara tem hoje 223 funcionários entre estagiários, concursados, comissionados e terceirizados.

Os empresários estimam que poderiam ser cortados 133 cargos.

Sobrariam 90.

Uma média de 6 funcionários por vereador.

Com os cortes propostos a despesa cairia para 15 milhões anuais, um pouco abaixo dos 3%.

O documento estima uma economia de 11 milhões por ano.

Em cinco anos se faria a ponte do centro e ma sede própria para a Câmara.

A PROPOSTA NA ÍNTEGRA ESTÁ AQUI PARA QUISER FUÇAR SEM FICAR NA DEPENDÊNCIA DE COMENTÁRIOS DE GENTE COMO EU E OUTROS PALPITEIROS QUE ABUNDAM.

 

 

ENXUTA

Blumenau já chegou a ter uma Câmera pujante que era exemplo para o Brasil.

Nos anos 80 tinha 21 vereadores e seis funcionários.

Silvio Borges de Jesus, o diretor, dava palestras Brasil afora sobre como nossa Câmera era enxuta.

Mas o caminhão tombou em alguma curva da história e o exemplo para o Brasil desapareceu.

O número de vereadores caiu, o número de funcionários explodiu.

Hoje temos uma Câmera que precisa funcionar em dos turnos porque não cabe todo mundo lá dentro.

Acho perfeitamente factível que o percentual dos repasses seja baixado para 3%.

Não se pode fazer isso tudo de uma vez, mas os vereadores poderiam começar a planejar algo nesse sentido, num horizonte de cinco anos, por exemplo.

O documento da turma a Acib é bem feito e lógico e está tudo bem encadeado.

Com uma Câmara renovada, vereadores novatos que iniciaram suas carreiras prometendo economia, racionalização e cortes, não tem porque não se tentar algo nesse sentido.

Quando estive na Acib pude debater atentamente com o Lombardi o documento que sugere cortes no orçamento da Câmara.

Ele prestou muita atenção no que eu falei, como vocês podem ver na foto.

O documento foi produzido com o envolvimento de 32 entidades.

Entre elas tem até um tal de Sindipedras.

Em novembro de 2017 uma galera de empresários foi falar com o Marcos da Rosa sobre medidas de economia.

Marcos pediu pros caras dar uma ajudinha e falou pra eles fazerem uma proposta.

A proposta foi feita.

Lombardi diz que o estudo é apenas uma sugestão, um ponto de partida para o debate.

A Acib e a turma agora esperam que o assunto possa ser levado adiante.

FRASES DO LOMBARDI:

“Não queremos impor nada. Estamos sugerindo. Fizemos o que o presidente nos solicitou, demos nossa sugestão. Podemos ter errado algumas coisas, acertado outras, vamos dialogar”.

“Ficamos surpreendidos pela acolhida do presidente Marcos da Rosa. Nos ajudou em tudo, passou planilhas que solicitamos, deu acesso a todos os dados, mesmo os que não achávamos no site. A transparência no site da Câmara é muito boa”.

 

 

ATROPELAMENTO

Alguns vereadores receberam o documento da Acib e demais entidades com irritação, respondendo de forma iracunda.

Não deveria ser assim.

Está claro para muitos dos próprios vereadores que a coisa está exagerada.

223 é gente demais.

Dá 14 pessoas por vereador per capita.

Acho perfeitamente viável tocar uma Câmara com 3% da receita como sugerem os empresários, eu mesmo já falei isso.

Marcos da Rosa ficou de responder a coisa oficialmente à Acib.

Espero que o documento seja o ponto de partida para uma revisão gradual das coisas, com discussões e análises ponderadas.

Marcos da Rosa tem a chance de se firmar como um presidente com pendores para a boa gestão da coisa pública se souber conduzir as coisas, somando pontos para sua candidatura e seu futuro político.

Alguns vereadores têm se eximido de comentar as coisas dizendo que não podem atropelar o presidente.

Se a Câmara não aproveitar o embalo, os atropelados seremos nós.

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