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Sobre o colunista Carlos Tonet

Sobre o colunista Carlos Tonet

Carlos Tonet escreve contos de humor e sátiras políticas desde 1986, ano em que foi convidado a ser o chargista do Jornal de Santa Catarina.

Em seus artigos costuma empregar frases e palavras propositalmente erradas, como adevogado, mandato de segurança, câmera municipal, e outras.

Muitas de suas postagens são de cunho irônico.

Seus textos devem ser lidos dentro de um contexto de humor, sátira e crítica social.

 

 

UMA VIDA DE GRANDES GLÓRIAS E CONQUISTAS

Carlos Tonet é jornalista de Blumenau desde 1982.

Foi repórter policial e editor de Economia do Jornal de Santa Catarina até 1990, quando foi demitido por fazer greve.

Na época era esquerdista comunista petista diretor do Sindicato dos Jornalistas filiado à CUT.

Hoje está acomodado ao Centro pra não se incomodar nem com a esquerda, nem com a direita, mas vive se incomodando com as duas.

Nasceu em Rio do Oeste, onde exerceu com seriedade, responsabilidade e afinco as seguintes e importantes atividades:

  1. Embalador de balas de banana aos oito anos (embalava uma, comia duas. Passou mal. Ficou dois dias no emprego).

  2. Marceneiro na oficina do pai, José Tonet.

  3. Carpinteiro e pintor de paredes, tendo se especializado em envernizar móveis com pistola de pintura.

  4. Amplamente beneficiado pelo nepotismo por seus tios.

  5. Foi trabalhador braçal na olaria do tio José Pessatti, onde fazia pelotas e pequenas esculturas em barro molhado quando não tinha ninguém olhando.

  6. Lixador de tamancos e montador de tábuas de lavar roupas de madeira na fábrica do tio Emílio Pessatti.

  7. Empalhador de cadeiras na fábrica do tio Lírio Pessatti.

  8. Atuou em atividades de desmatamento ajudando na serraria do tio Armelino Pessatti.

  9. Carpidor autônomo contratado por empreitada. Acumulou grande experiência em capinar principalmente roças de milho e aipim.

  10. Auxilar de vidraceiro.

  11. Foi sabotador de placas políticas e arrancador de cartazes de candidatos da Arena (Aliança Renovadora Nacional).

  12. Ladrão de melancia, tendo agido furtivamente durante a noite em diversas propriedades agrícolas da região.

  13. Ladrão de palmito, sendo pioneiro em perder uma espingarda de pressão ao esquecer em qual árvore a havia deixado durante roubo executado num sábado à tarde.

  14. Ladrão de uva, tendo agido primordialmente em quatro parreiras:

Parreiras das freiras no Colégio Pio XII.

Parreiras dos padres no Ginásio Alamano.

Parreira da Dona Vilma Tomazonni, terceira vizinha da esquerda (as mais gostosas).

Parreira do Alceste Berri, vizinho de cerca, também à esquerda (as mais fáceis de roubar).

  1. Outros furtos executados com sucesso: laranjas, tangerinas, abacaxis, cana e amendoins. Tinha especial predileção por roubar espigas milho verde para cozinhar. A mãe sempre pensava que eram presente de alguém.

  2. Desenhista oficial de cartazes do Colégio Pio XII, dirigido pelas Irmãs Missionárias da Consolata. Esse trabalho voluntário foi exercido com maior ânimo e dedicação após a descoberta de que havia três exemplares da revista Ele Ela num dos armários da sala de Artes Manuais – local, aliás, dos mais apropriados para encontrar tal publicação.

  3. Entregador de panfletos do Supermercado Nardelli.

  4. Garçon de casamento, ocasiões em que trabalhava em troca de pão, churrasco, cerveja e, eventualmente, uma ou duas doses de Drury´s.

  5. Discotecário (o DJ de antigamente) na Kactus Discoteca, do Benito Ronchi, onde manejava com precisão dois toca-discos sem arranhar a agulha. Notabilizou-se por tocar sucessos de artistas como: Donna Sommer, Village People, Santa Esmeralda, Dee Dee Jackson, Giorgio Moroder, Bee Gees, Gen Gis Kan, Barry Withe, Gloria Gaynor, Abba, Roberta Kelly, Boney M., Silver Convention e Tina Charles.

  6. Para custear a Faculdade de Administração de Empresas em Rio do Sul, atuou como sub-auxiliar do almoxarifado do Hospital Cruzeiro, onde se tornou mestre na arte de apontar lápis com lâmina de bisturí, além de desenvolver grande habilidade no manejo do Kardex.

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