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Blumob emite nota sobre paralisação do transporte público

Blumob emite nota sobre paralisação do transporte público

Na noite desta sexta-feira, dia 16, o presidente do Sindetranscol - Sindicato dos Empregados das Empresas Permissionárias do Transporte Coletivo Urbano de Blumenau falou sobre a possibilidade de uma paralisação do transporte coletivo da cidade.

A paralisação pode acontecer por conta de um impasse na negociação salarial dos trabalhadores do transporte coletivo.

Leia mais: Transporte coletivo pode ter paralisação na próxima semana

Em resposta a repercussão da possível greve, o sindicato emitiu uma nota de esclarecimento.

 

Confira a nota, na íntegra, abaixo:

Nos dias 6, 7 e 8 de novembro estiveram reunidos os representantes do sindicato dos empregados do transporte coletivo de Blumenau e Gaspar (SINDETRANSCOL) e do SETPESC, representando as empresas, dentre elas, a BluMob

Houve evolução nas discussões em relação à pauta social, vinculadas à aceitação da proposta do lado empresarial, com manutenção das cláusulas de benefícios já existentes e outros pontos solicitados pelo sindicato. 

O sindicato dos trabalhadores reivindica, além do INPC de 4%, um aumento real de 5% nos salários e 12,33% sobre o vale alimentação, e entre outros itens. 

Com o reajuste solicitado, os salários de motoristas passariam para R$ 2.672,42 e R$ 1.564,50 para cobradores. 

O vale alimentação de todos passaria para R$ 820,00 mensais. 

O reajuste de 9% nos salários, que conforme contrato da concessão pesa 65,17% na tarifa, teria impacto já a partir de 1 de dezembro deste ano de 5,87%, o que corresponde a um aumento de R$ 0,24 na tarifa de todos os usuários. 

Ao longo dos últimos 10 anos, somente como exemplo, o aumento dos salários e benefícios dos funcionários acumula forte alta em relação à inflação.

Assim, não há como se falar em perdas, uma vez que a reposição inflacionária já foi oferecida também este ano, sendo muito superior ao que ocorreu com centenas de acordos e convenções firmados este ano no estado de Santa Catarina e na cidade de Blumenau, quando o INPC foi de metade do atual. 

Até o momento não houve qualquer comunicação formal sobre greve, conforme prevê a legislação.

Acreditamos que não há espaço também para causar prejuízos aos usuários sem a devida comunicação prévia, em tempo hábil, ainda com uma negociação em andamento. 

A empresa confia no diálogo e permanece aberta para as negociações.

A greve causa enormes impactos aos funcionários e principalmente aos usuários, às empresas e comércio da cidade.

Com todas as obrigações em dia e uma proposta extremamente coerente com o momento econômico do país e da cidade, com seus impactos que já serão sentidos por todos os usuários e a economia local, não há argumentos que justifiquem posições intransigentes.

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