PESQUISA
Intenção de compras para o Dia das Crianças cresce 11% e chega a R$ 283 em SC
26/09/2025 16:30:00
Cresceu a intenção de compra dos consumidores catarinenses para o Dia das Crianças 2025.
Pesquisa realizada pela Fecomércio SC aponta que o valor médio dos presentes deve chegar a R$ 283 neste ano, o que representa um aumento nominal de 11% frente a 2024.
Se considerada a inflação do período, a alta real é de 6%.
O presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, destaca que esse é o melhor resultado desde que a entidade começou a fazer esse tipo de pesquisa, no ano de 2018.
Ele explica que, no decorrer do último ano, houve um aumento de 10% no rendimento real dos trabalhadores no estado, o que ajuda a explicar o dado.
Os brinquedos, roupas e eletrônicos lideram a lista de presentes mais procurados para o Dia das Crianças.
Há, no entanto, uma diferença considerável nos gastos entre esses itens.
O maior valor médio está nos produtos eletrônicos, com desembolso de R$ 592, seguido por brinquedos, com R$ 279, e calçados, que registra uma média de R$ 217.
Algumas famílias pretendem realizar alguma atividade ao ar livre, gastando nessas atividades, em média, R$ 309.
O desembolso para os passeios em parques de diversões será, em média, de R$ 346, já os gastos em restaurantes deve chegar a R$ 364.
DIFERENÇA ENTRE AS CIDADES
A pesquisa da Fecomércio foi realizada em sete cidades de Santa Catarina.
Em quatro delas, o gasto médio foi superior à média estadual: Itajaí (R$ 356), Blumenau (R$ 355), Florianópolis (R$ 299) e Criciúma (R$ 291).
Na outra ponta, Chapecó (R$ 265), Joinville (R$ 214) e Lages (R$ 199) ficaram abaixo da média.
Em relação ao período de compra, quase metade dos entrevistados afirmou que pretende fazer as compras na semana da data comemorativa (48,9%).
Outros 22,4% disseram que farão as compras até duas semanas antes, enquanto 14,7% afirmaram que comprarão na véspera e 7% com mais de duas semanas de antecedência.
Pequenas parcelas disseram que farão as aquisições na data ou com mais de um mês de antecedência – 2,6% nos dois casos.
FORMA DE PAGAMENTO E SITUAÇÃO FINANCEIRA
Sobre a forma de pagamento, o pagamento à vista ainda predomina, com 75,6% das preferências.
Apesar disso, houve um recuo de 8 pontos percentuais na comparação com o ano passado.
Dentro da modalidade à vista, destacam-se o PIX (21,9%), o dinheiro em espécie (21,5%), o cartão de débito (20,7%) e o cartão de crédito (11,5%).
Por outro lado, 23,2% afirmaram optar pelas compras parceladas no cartão de crédito.
A pesquisa da Fecomércio também perguntou sobre a situação financeira dos entrevistados na comparação com o mesmo período do ano passado.
Ao todo, 42,7% relataram estar em situação melhor neste ano, enquanto 40,4% disseram estar em piores condições (um expressivo aumento de 28 pontos percentuais) e outros 16,7% avaliaram estar no mesmo patamar.
Veja a pesquisa completa acessando este link.
Dagnoni afirma:
“Com mais renda disponível, aumenta também a intenção de compras. Outro dado curioso é como a presença ou não da criança durante o ato da compra afeta o comportamento do consumidor”.
“Se a criança estiver por perto, o valor médio salta para R$ 304. Se ela estiver ausente, cai para R$ 274. É uma diferença de R$ 30, mas que reflete essa diferença de postura”.
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