TÊXTIL

Setor têxtil alerta Alckmin sobre risco de perda de R$ 3 bilhões no PIB com taxação de fio de poliéster

20/03/2026 14:03:00

Comitiva liderada pelo Sintex e pelo deputado Napoleão Bernardes risco onerar cadeia que emprega 1,4 milhão de pessoas

Setor têxtil alerta Alckmin sobre risco de perda de R$ 3 bilhões no PIB com taxação de fio de poliéster

O diretor Executivo do Sintex, Renato Valim, liderou nesta quarta-feira (18 de março), no Palácio do Planalto, uma comitiva de empresários e representantes do setor têxtil em audiência com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. O objetivo central foi alertar o Governo Federal sobre os impactos devastadores de uma possível aplicação de direitos antidumping sobre as importações de fios texturizados de poliéster vindos da China, prevista para abril de 2026.

Idealizado pelo Sintex, o encontro contou com o apoio estratégico do deputado estadual Napoleão Bernardes. O setor argumenta que a medida de proteção beneficiaria apenas uma única fabricante instalada no Brasil, que detém capacidade para atender apenas 25% da demanda nacional (80 mil toneladas/ano, frente a um consumo de 305 mil toneladas/ano).

 Impacto na inflação e no emprego 

 Segundo dados apresentados a Alckmin, a taxação do fio, insumo base para vestuário, geraria um efeito cascata nos preços finais, pressionando a inflação. Além disso, as perdas anuais estimadas somam R$ 3 bilhões no PIB e R$ 262 milhões em arrecadação.

"Estamos falando de uma medida que preservaria cerca de 200 empregos em uma única planta industrial, mas colocaria em risco a competitividade de uma cadeia que gera mais de 1,4 milhão de postos de trabalho", destaca Renato Valim. O diretor reforça que a taxação total do fio chegaria a 35%, superando a do tecido (26%), o que eliminaria a escalada tarifária e favoreceria a entrada de produtos acabados importados.

 Articulação Parlamentar 

A agenda em Brasília também incluiu uma reunião com o senador Esperidião Amin, vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Têxtil. O setor buscou o apoio do Senado para evitar que a investigação no DECOM/MDIC resulte em prejuízo à competitividade das malharias e tecelagens brasileiras, que já enfrentam forte concorrência externa.





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