TARIFAÇO

Fiesc avalia que a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre as importações originárias do Brasil seria prejudicial à economia catarinense

02/06/2026 21:06:00

Análise aponta que apenas entre 3,2% e 5,8% das exportações catarinenses para os EUA estariam isentas

Fiesc avalia que a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre as importações originárias do Brasil seria prejudicial à economia catarinense

A recomendação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) de impor taxas produtos brasileiros sob a Seção 301 do Trade Act de 1974 tem potencial para impactar as indústrias catarinenses e a economia de Santa Catarina, uma vez que as novas tarifas estão direcionadas a produtos manufaturados, poupando apenas setores específicos já afetados por outras normativas (como aço e alumínio e algumas commodities).

“A recomendação do USTR é especialmente preocupante para Santa Catarina pelo perfil das exportações do estado para os Estados Unidos, mais focada em produtos manufaturados”, afirma o presidente da FIESC, Gilberto Seleme.

Análise preliminar da FIESC aponta que apenas entre 3,2% e 5,8% das exportações catarinenses para os EUA estariam isentas das tarifas de 25% recomendadas pelo USTR. O percentual é muito inferior ao da média das exportações brasileiras, que fica entre 47,5% e 50,9%.

A Federação orienta que os exportadores verifiquem, de forma individualizada, se os produtos que exportam constam na lista como exceção, já que ela contempla cerca de 1,7 mil produtos.

Seleme destaca que a entidade está preparada para contribuir com a defesa da indústria exportadora catarinense. Como a recomendação do USTR ainda não constitui uma decisão definitiva e uma consulta pública foi aberta antes da adoção final das tarifas, a FIESC apoiará os segmentos afetados coordenando ações em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A FIESC e a CNI seguem acompanhando o tema e atuando junto às autoridades e ao setor produtivo dos dois países para defender soluções que preservem e fortaleçam a parceria econômica bilateral entre os dois países.





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