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Por unanimidade, TJSC mantém recuperação judicial da centenária Teka, preserva operação e 1.781 empregos diretos

10/06/2026 08:06:00

Empresa segue com plano de reestruturação e projeta faturamento superior a 500 milhões de reais em 2026.

Por unanimidade, TJSC mantém recuperação judicial da centenária Teka, preserva operação e 1.781 empregos diretos

A 2ª Câmara de Direito Comercial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) decidiu por unanimidade, nesta terça-feira (9), pela manutenção da recuperação judicial da Teka, tradicional empresa têxtil que neste ano completou um século de atuação. Com 3 votos a 0, o colegiado confirmou a decisão liminar que havia suspendido o decreto de falência proferido em primeira instância em fevereiro de 2025, assegurando a continuidade das operações da companhia e a preservação de 1.781 empregos diretos. 

A decisão consolida o entendimento já adotado pelo próprio TJSC em março de 2025, quando o tribunal suspendeu a falência e permitiu a retomada da recuperação judicial. O trabalho, realizado pela Grant Thornton e entregue ao Tribunal no fim de 2025, atestou que a Teka possui condições operacionais e financeiras para dar continuidade às suas atividades e cumprir seus compromissos, ratificando os argumentos que sustentaram o recurso e o processo de reestruturação em curso. 

Entre os elementos que fundamentaram a decisão, destacam-se a solvência comprovada da companhia e o fato de a empresa ser credora líquida da União, com crédito de cerca de R$ 500 milhões reconhecido por decisão judicial definitiva, valor superior à dívida federal já negociada. Somam-se a isso a regularização fiscal e trabalhista: o passivo tributário foi reduzido de R$ 2,3 bilhões para R$ 226 milhões após pedido de transação tributária federal, e um acordo trabalhista de R$ 70 milhões beneficiou 2.333 trabalhadores no fim de 2025. 

A Teka manifesta seu agradecimento ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina pela análise criteriosa do caso e pela decisão que assegura a continuidade da recuperação judicial. A companhia reforça que seguirá concentrada na execução do novo plano de recuperação apresentado em dezembro de 2025, com foco no saneamento financeiro e na continuidade dos investimentos. 

Veja o que diz  Rogério Marques, CEO da Teka:

“A decisão unânime do TJSC confirma a consistência dos fatos apresentados no processo e reconhece a viabilidade da Teka. A companhia segue operando normalmente, comprometida com seu plano de recuperação, com o atendimento aos clientes e com a continuidade dos investimentos”. 

"Essa decisão nos dá a oportunidade de reescrever o próximo capítulo, com uma empresa mais moderna, mais eficiente e preparada para crescer de forma sustentável".

"No ano do nosso centenário, essa decisão é um marco que confirma que estamos no caminho certo. Esse é o melhor presente que poderíamos receber. Seguiremos trabalhando com total empenho para fortalecer a empresa, preservar empregos e gerar valor para toda a cadeia".

O executivo explica que a confirmação da recuperação judicial tem efeito imediato para os trabalhadores: com a decisão, a Justiça deve liberar cerca de R$ 18 milhões, que já estão depositados em contas judiciais vinculadas ao processo, e que deverão ser destinados ao pagamento de direitos trabalhistas de empregados ativos e ex-funcionários da empresa. 

Além disso, a manutenção da recuperação judicial preserva empregos, protege a cadeia de fornecedores, contribui para a arrecadação no Estado e reforça a continuidade de uma marca histórica de Santa Catarina. A empresa sustenta que é viável, não é insolvente e é credora líquida da União, com crédito de cerca de 500 milhões de reais, reconhecido por decisão judicial definitiva, em valor superior à dívida federal já negociada. 

Os investimentos em curso reforçam a trajetória de retomada operacional: R$ 37,5 milhões foram aplicados na modernização das unidades de Blumenau e Artur Nogueira (SP).  

Fundada em maio de 1926, em Blumenau, a Teka registrou em 2025 faturamento de R$ 476 milhões. Em 2026, projeta crescer cerca de 15% e superar R$ 550 milhões de reais, mesmo em um contexto ainda desafiador para a economia e para o setor têxtil. 

Com a recuperação judicial confirmada, a empresa avança na execução do novo plano apresentado em dezembro do ano passado. As próximas etapas incluem a convocação da assembleia de credores, a continuidade dos investimentos industriais e a expansão da presença comercial, com a inauguração de uma loja física da marca em Itupeva (SP).  





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