PREVENÇÃO

SindsegSC realiza visita institucional à Defesa Civil de Blumenau

21/06/2026 17:06:00

A agenda teve como tema também os impactos do fenômeno El Niño

SindsegSC realiza visita institucional à Defesa Civil de Blumenau
O presidente do SindsegSC, João Amato, e o secretário municipal de Defesa Civil de Blumenau, Carlos Olimpio Menestrina

O Sindicato das Seguradoras de Santa Catarina (SindsegSC) realizou uma visita institucional à Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Blumenau, reunindo membros da Diretoria e do Grupo de Trabalho Vale do Itajaí em um encontro voltado à troca de conhecimento, ao fortalecimento da cooperação institucional e à ampliação do diálogo sobre os desafios impostos pelos desastres naturais em Santa Catarina e no município de Blumenau.

O presidente do SindsegSC, João Amato, juntamente com os representantes das seguradoras associadas, foi recebido pelo secretário municipal de Proteção e Defesa Civil, Carlos Olímpio Menestrina, pela meteorologista Emily Ramos e pela equipe.

João Amato destacou a importância da aproximação entre o mercado segurador e os órgãos de proteção e defesa civil. Segundo ele, o compartilhamento de informações e experiências contribui para o desenvolvimento de estratégias mais eficientes de prevenção, proteção e recuperação diante dos eventos climáticos que impactam a sociedade catarinense.

“Há pouco tempo falávamos sobre mudanças climáticas. Hoje falamos em resiliência climática. Não basta mais apenas discutir os impactos; precisamos adotar ações práticas para mitigar riscos, prever cenários e nos prepararmos para o que está acontecendo no mundo, nas nossas regiões e cidades. Por isso, é muito importante estarmos aqui e conhecermos de perto as ações que estão sendo realizadas e planejadas pela Defesa Civil do município”, ressaltou.

IMPACTOS DO FENÔMENO EL NIÑO

A agenda teve como tema também os impactos do fenômeno El Niño. A meteorologista Emily Ramos, integrante da equipe da Defesa Civil de Blumenau, destacou que o El Niño não deve ser analisado de maneira isolada. Segundo ela, a ocorrência de eventos extremos depende da combinação do fenômeno com outros sistemas atmosféricos, além da intensidade, da abrangência e da distribuição das chuvas.

“O El Niño sozinho não é o causador de um desastre. São os outros sistemas e ingredientes presentes na atmosfera que vão dizer se teremos ou não um evento de chuva intensa”, afirmou.

A especialista também alertou para a importância de acompanhar informações divulgadas por órgãos oficiais e fontes técnicas confiáveis, evitando conteúdos alarmistas e sem embasamento que podem gerar desinformação e insegurança na população.

Segundo Emily, as previsões climáticas de longo prazo não permitem determinar com exatidão quando ou onde uma enchente ocorrerá.

“Não existem ferramentas capazes de prever uma enchente com cinco, três ou dois meses de antecedência. Pode ser que tenhamos enchentes, mas também pode ser que não. Por isso, é importante acompanhar as novas rodadas de previsão e verificar se elas vão se manter”, explicou.





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