NEGÓCIOS

Empresa de SC passa a Red Bull e mira até a Monster no mercado de energéticos

13/08/2026 20:08:00

A fabricante brasileira ganhou espaço como alternativa mais acessível e cresce no público premium

Empresa de SC passa a Red Bull e mira até a Monster no mercado de energéticos
Mário Júnior Cardoso, Mário Cardoso, Dayane Titon Cardoso e Jânio Nandi Cardoso

Segundo reportagem publicada originalmente no jornal Valor Econômico, a catarinense Baly Brasil, sediada em Tubarão, vem registrando um crescimento meteórico no setor de bebidas. A fabricante ultrapassou a gigante multinacional Red Bull em volume de vendas no país e agora mira o topo do mercado, buscando superar a Monster para alcançar a liderança definitiva.

A estratégia da marca familiar — gerida por Mário Cardoso, Dayane Titon Cardoso, Mário Júnior Cardoso e Jânio Nandi Cardoso — combina acessibilidade, inovação rápida em sabores e expansão para o público de mais alta renda através de produtos voltados ao segmento de wellness. O objetivo financeiro é ambicioso: atingir a marca de R$ 2 bilhões em faturamento.

DA CRISE AO CHOQUE DE GESTÃO

Nem sempre o caminho foi de expansão contínua. Após registrar uma queda expressiva nas vendas no passado e perder espaço regional, a empresa precisou reestruturar de forma severa seu modelo de negócios.

"Pode-se dizer que tivemos uma crise de mercado. Quando percebemos, estávamos distantes do cliente", revela a diretora comercial e de marketing da Baly, Dayane Titon Cardoso.

A virada de chave veio quando a segunda geração da família assumiu os cargos executivos, trazendo uma gestão focada em ágil escuta das necessidades das prateleiras e gôndolas.

"A entrada da nova geração trouxe um olhar mais inovador para a empresa. Um olhar de maior agilidade, flexibilidade, muito voltado ao consumidor", explica a executiva.

AS HAVAIANAS DOS ENERGÉTICOS

Enquanto concorrentes globais focam em patrocínios de esportes radicais e eventos de luxo, a Baly construiu sua força na proximidade com o consumidor e no custo-benefício.

"Eu digo que somos as Havaianas dos energéticos", compara Dayane Cardoso.

Para garantir que o produto estivesse na mão do consumidor certo, a diretoria impôs uma premissa clara para a equipe: "calçar os sapatos e gastar sola em pontos de venda e balcões para entender quais sabores as pessoas realmente queriam consumir".

Agora, para sustentar essa expansão acelerada — que inclui investimentos em novas estruturas fabris em Santa Catarina —, a marca aposta fortemente na diversificação de sabores e em versões de baixa caloria/zero açúcar para manter o ritmo de crescimento e desbancar a concorrência global no Brasil.





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