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A gente precisamos de um ensino menos burro

A gente precisamos de um ensino menos burro

CARLOS TONET

 

Viralizou a carta de um diretor de escola de Florianópolis aos pais.

Na carta ele diz que os pais devem ficar felizes pelas notas boas dos filhos, mas devem compreender as notas baixas.

Ele fala que alguns podem ser bons em áreas diferentes, e que um futuro empreendedor pode não ter interesse em história, por exemplo.

Está certíssimo.

Quase ninguém consegue ser bom em exatas e humanas ao mesmo tempo e, além disso, os diversos tipos de inteligência se manifestam de maneiras diferentes.

Infelizmente nossos professores e especialistas ainda são incapazes de alcançar essa compreensão e muito menos têm a mínima ideia de como proceder e então fica tudo mundo discutindo a linha sociológica paulofreiriana e fazendo política para eleição de diretor e distribuição de cargo.

Meu maior sofrimento na escola era o fato de eu ser ruim em matemática, química e física.

Todo final de ano era uma agonia só, uma angústia terrível, noites mal dormidas, vontade de chorar com as provas de exame, recuperação e segunda época em cima de matemática e física.

Me achava burro e idiota por não compreender nem decorar muitas daquelas coisas, me via como um futuro fracassado.

EU REPROVEI. Sim, perdi um ano por causa da física, química e matemática.

Por outro lado eu era muito bom em português, história, geografia, a turma diziam que eu era colecionador de 10 em redação.

Algumas de minhas redações eram tão boas - e eu mesmo afirmo que eram, porque eu sei - que os professores as liam para todos.

No entanto, contudo, porém, na década de 70 aluno inteligente era aquele que sabia a tabuada de cor, aquele que resolvia rapidinho uma equação de segundo grau e sabia toda aquela treta da hipotenusa e do cateto.

Esses eram os queridinhos, os orgulhos do colégio, os caras que teriam futuro.

Como diz o professor na carta: "Por favor, não pensem que os doutores e engenheiros são as únicas pessoas felizes no mundo."

Espero que a coisa chegue ao Fantástico e sirva como mola pra que se pense realmente num novo modelo de ensino, menos burro, menos jumentício, menos ferraduriano.

Cuidados especiais que você deve ter ao ler a coluna de Carlos Tonet.

 


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