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Deficiência auditiva e surdez: saiba quais são as diferenças

Deficiência auditiva e surdez: saiba quais são as diferenças


Conteúdo oferecido por Comunicare Aparelhos Auditivos.

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A Comunicare Aparelhos Auditivos é uma empresa voltada à reabilitação auditiva de excelência. 
Em Blumenau estamos na rua Floriano Peixoto, 433.
Edifício Paul Cézanne, Loja 5, no bairro Jardim Blumenau.
Telefone: (47) 3288-0895.

 

É comum que haja dúvidas em relação às nomenclaturas deficiência auditiva e surdez.

No entanto, o fato é que elas dizem respeito a diferentes condições de audição, sendo importante identificá-las para que possam ser estabelecidos tratamentos adequados.

Do ponto de vista médico, a identificação se fundamenta no grau de perda auditiva. Entretanto, considerar apenas a perspectiva da medicina não é suficiente, pois as diferenças nas classificações para deficiente auditivo ou surdo incluem um importante componente sociocultural, a comunicação gestual.

Neste artigo, abordamos as principais características das disfunções auditivas, os tratamentos adotados, bem como o fator sociocultural como determinante para diferenciar as nomenclaturas. 

 

As características da deficiência auditiva e da surdez

Em geral, a gravidade da perda auditiva é categorizada pelo volume que o som precisa atingir para que o indivíduo consiga detectá-lo. A medição considera os decibéis (dB) como parâmetros que detectam o volume do som que a pessoa necessita para ouvir. Para que a audição seja considerada normal, a medida deve ficar em torno de 0 a 25 decibéis.

Veja, a seguir, as características da deficiência auditiva e da surdez:

Deficiência auditiva: é classificada em graus identificados como leve a moderado.

Deficiência auditiva leve: em média, o som mais suave alcança de 26 a 40 dB. As pessoas que sofrem de perda leve de audição têm certa dificuldade para manter um diálogo, principalmente em ambientes com ruídos.

Deficiência auditiva moderada: nesse caso, o som mais suave experimentado pelo paciente gira em torno de 41 a 55 dB. Os indivíduos com essa perda não conseguem manter um diálogo na presença de ruídos de fundo e necessitam aumentar o volume do rádio e da TV para entenderem.

Surdez: o grau de surdez identifica pessoas com uma grande dificuldade ou nenhuma capacidade para entender a fala por meio da audição, em qualquer nível de amplificação.

Surdez severa: em média, o som mais suave escutado fica em torno 71 a 90 dB. Os pacientes entendem a fala mesmo em tons mais altos. Eles necessitam de aparelho auditivo e leitura labial — alguns utilizam ainda a língua de sinais.

Surdez profunda: em geral, os sons mais suaves escutados são os de 91 dB (decibéis) ou mais. As pessoas não conseguem ouvir nenhum som, mesmo que sejam ampliados, e usam a linguagem labial e/ou a gestual.

 

Os tratamentos

Os tratamentos para a perda auditiva têm relação direta com a causa. Dessa forma, os seguintes procedimentos podem ser adotados:

  1. perfurações e alterações na membrana do tímpano — é provável que haja necessidade de uma cirurgia

  2. obstrução por cera — a limpeza feita por um otorrinolaringologista pode ser o suficiente

  3. envelhecimento natural (presbiacusia) — requer o uso de aparelho auditivo

 

O fator cultural que diferencia a nomenclatura

Para entendermos a diferença entre deficiente auditivo e surdo, é importante considerarmos também o contexto sociocultural. Nesse sentido, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é um componente essencial da nossa cultura, que utiliza formas gestuais para a comunicação entre os integrantes da comunidade de surdos.

Esse fator cultural é o que determina a diferença entre os dois grupos, pois identifica os indivíduos que não pertencem à comunidade de surdos como deficientes auditivos. Considerando esse aspecto, o grau de perda auditiva perde a importância na diferenciação, visto que a identidade surda é um fator determinante, já que o deficiente auditivo não depende da língua de sinais.

Ao contrário dos surdos, os deficientes auditivos são muito mais próximos do mundo ouvinte. Em geral, essas pessoas perderam gradualmente a audição e não utilizam a língua de Libras. Grande parte delas se comunica por meio da leitura labial e utiliza aparelhos auditivos ou próteses cocleares, bem como recursos assistivos, como as legendas.

Conforme verificamos, as diferenças entre deficiência auditiva e surdez são identificadas clinicamente de acordo com o grau de déficit auditivo. Entretanto, no contexto sociocultural, o termo “surdo” é utilizado para definir apenas a pessoa que pertence à comunidade surda e utiliza a língua de sinais.



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