Patrocinado
Proibição do bagaço de cevada para animais mobiliza cervejarias

Proibição do bagaço de cevada para animais mobiliza cervejarias

Cervejarias de Blumenau e a Faema iniciaram um trabalho em conjunto para tentar contornar um problema surgido a partir de uma nova norma baixada pelo Ministério da Agricultura.

Trata-se do uso do bagaço de cevada para a alimentação bovina, que passou a ser proibida.

Até cerca de um mês atrás todo o bagaço de cevada derivado do processo de produção da cerveja era vendido a agricultores.

O bagaço é rico em nutrientes e utilizado mundialmente como parte da alimentação de bovinos.

Porém o subproduto gera uma grande quantidade de bactérias caso não seja corretamente manejado e pode trazer riscos à saúde dos animais e, consequentemente, aos humanos.

A suspensão do uso do bagaço de cevada trouxe problemas tanto para cervejarias quanto para a rede de agricultores que se beneficiava dele.

O bagaço de cevada chega a diminuir em 25% o custo com a ração por parte dos agricultores, já que ele é diluído com outros componentes da alimentação.

Para as cervejarias, a portaria criou um custo adicional, já que o bagaço de cevada passa a ser definido como resíduo industrial e precisa ser descartado como tal.

Faema a Associação Vale da Cerveja, que reúne 10 cervejarias da região, formaram um grupo de trabalho para tentar encontrar uma solução em conjunto com outros estados.

De acordo com Èder Boron, presidente da Faema, uma das propostas a ser a discutida é a definição de um processo de secagem do bagaço pelas próprias indústrias, antes da liberação para os agricultores.


Patrocinado