GESTÃO

Neta consegue evitar o fechamento da empresa do avô e amplia o faturamento

09/02/2025 21:02:00

Neta consegue evitar o fechamento da empresa do avô e amplia o faturamento

O Portal Estadão publicou neste domingo, 09/02/2025, reportagem sobre a neta que salvou a empresa do avô na cidade catarinense de Gaspar.

A empresa é a fábrica de teares Isensee.

A neta é Larissa Isensee, que aos 22 anos, em 2020, assumiu a gestão da empresa, que estava prestes a fechar.

Veja os principais pontos da reportagem, que pode ser vista na íntegra aqui.

  • Nelson Isensee, de 70 anos, fundou a fábrica de equipamentos para a indústria têxtil em 1984, em Gaspar. Mas, quase 40 anos depois, Nelson estava enfrentando uma crise e decidiu fechar tudo em 2020.
  • Para evitar o fim da empresa, Larissa assumiu o cargo de CEO. Com a ajuda de teares circulares feitos de sucata, acertou as contas e faturou R$ 3,5 milhões em 2024.
  • A catarinense conta que cresceu ao redor do negócio e pediu para trabalhar com o avô aos 14 anos. Com o passar dos anos, Larissa quis conhecer outros setores da Máquinas Isensee e investiu em cursos para se preparar. Primeiro, ela fez um intercâmbio para aprender inglês e conseguir negociar com fornecedores estrangeiros.
  • Depois, decidiu cursar Administração para aprender o lado técnico da gestão de uma empresa.
  • Apesar de ter se encantado com a área de vendas, Larissa passou por todos setores da Máquinas Isensee, do financeiro ao administrativo.
  • Para colocar as contas em ordem, ela renegociou as dívidas, montou uma equipe com profissionais especializados em áreas técnicas, trocou os fornecedores e chegou a ficar sem salário por alguns meses.
  • Segundo ela, a dívida acumulada era de cerca de R$ 1,5 milhão - e o faturamento anual da época era de R$ 1 milhão.
  • A estratégia deu certo e, além de pagar as dívidas, a empresa conseguiu sair de um faturamento de R$ 1,2 milhão em 2022 para R$ 3,5 milhões em 2024.
  • A especialidade da Máquinas Isensee é produzir teares circulares feitos com máquinas de costura industriais sucateadas. Larissa conta que consegue os aparelhos antigos - empregados como matéria-prima - em leilões e com fábricas que faliram ou foram atingidas por incêndios.
  • A empresa reaproveita a estrutura e utiliza peças novas para reconstruir os teares circulares, o que reduz o valor para os compradores em até 70%. Eles são vendidos por preços que variam de R$ 80 mil a R$ 180 mil cada um.
  • Máquinas sucateadas (à esquerda) são matéria-prima para a fabricação de teares circulares
  • Os clientes variam de pequenos empreendedores da região de Gaspar até grandes marcas, como a Hering. Além da produção de máquinas, Larissa também investiu na fabricação de peças.





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